Finalmente terminou o julgamento do casal Nardoni. A sanha sanguinolenta da população foi atendida: Alexandre pegou 31 anos de sentença enquanto Jatobá 26 anos.
Não foi feita justiça e sim a vontade do povo, pois há uma dúvida no ar, aliás várias.
A começar aos fatos que antecederam o crime, ninguém parou para se perguntar que a família estava bem? As crianças brincavam, Isabella estava feliz junto dos irmãos. E algumas horas depois o pai dessa menina corta uma proteção da janela, pendura a menina e a solta 6 andares abaixo? Por que? Ninguém se perguntou isso?
Assassinos frios, maldososo, psicopatas, quando querem matar, simplesmente matam! Talvez um travesseiro enfiado na cara da menina não seria mais eficaz e menos suspeito? Por que se dar todo esse trabalho para matar, até então, um ente amado?
E quem é preso por homicídio, age com frieza, sarcasmo, indiferença. Ambos, no momento da prisão, estavam assustados, temerosos, choravam muito inclusive, não agiam como monstros, ao contrário da turba de populares, esses sim, sedentos de sangue!
Aliás, há de se abrir um parênteses a respeito da população que fizeram uso da repercussão desse crime, para reinvindicar, além de justiça, aumento para os aposentados, autores divulgando livros, a tragédia que acometeu essa família, serviu de estopim para que a população covarde se aproveitasse do fato para protestar contra tudo que os oprime! Um absurdo! E o casal Nardoni foram bodes expiatórios para todos os males que afligem esse país.
Não é possível dizer se Alexandre e Ana Paula são inocentes ou culpados, pois mesmo com toda a pressão, com toda a situação imposta, que fique registrado: eles não confessaram nada e em nenhum momento!
Não esta sendo feito, nesse momento, um novo julgamento do casal e sim da legitimidade das reinvindicações da população, que transformaram o Fórum de Santana, em uma arena de leões.
O que o povo precisa e deve saber que, o que realmente aconteceu naquela noite do assassinato de Isabella, só ela mesma poderia dizer.
Só que ela não esta mais entre nós para esclarecer os fatos daquela noite. Mas ainda há duas crianças, que a partir desse momento, estão privadas do convívio dos pais. Quem garante que esses meninos não criarão, no decorrer dos anos referente a pena dos pais, traumas que os transformarão em cidadãos socialmente doentes?
Alguém parou para pensar nisso?
